Só espero não ter feito ninguém se apaixonar profundamente por mim, se o fiz, não sei como aconteceu, não fiz nada de mais, nada além do normal. Talvez eu tenha emanado como me sentia, e eu me sentia como Ana Bolena, em The Tudors, não sei expressar de outra forma, mas não tinha a intenção de arrebatar o coração de ninguém, não quero criar falsas esperanças e não quero me sentir culpado por sofrimentos alheios, especialmente de alguém que eu mal conheço. Isso seria péssimo pra mim. Não quero que aconteça o que aconteceu comigo no passado por causa de mim, eu me sentiria mal.
Mas eu também fui um tanto sacana, fui embora sem me despedir, e no outro dia, não queria nem ver com medo do que poderia acontecer. Graças aos deuses não aconteceu nada, mas parece que daqui um tempo não vai ser assim, e eu tenho medo do que pode acontecer.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Vontade de Você
Um garoto está sentado na sala de convivência de empresa, a salinha do café. Não é bem um garoto, já é um rapaz, seus vinte e tantos anos, bonito, inteligente, bem vestido, simpático. Um outro rapaz chega, traços orientais, mestiço, pra ser mais claro, bem atraente. Os dois tomam café, afinal, o que mais fariam na salinha do café? Existe algo no ar, uma tensão, uma química diferente. O oriental tenta disfarçar, mas o outro sente seu olhar ardendo no seu rosto. Este clima não é novo. Os dois se encaram, sérios, sem movimentos bruscos, apenas o levar as xícara aos lábios, nada mais. Um deles resolve quebrar o silêncio.
― Por que quando eu falo com você, você fica tímido e responde qualquer coisa?
― Ah meu, sei lá!
― Viu? É sempre isso. E quando eu tento te abraçar então? Até hoje é um mistério pra mim como eu consegui aquele abraço na festa de Natal do pessoal. Parece que você tem medo de mim.
― É que, sei lá meu, você meio que... me assusta.
― Sério? Por quê?
Silêncio. Uma mulher entra na sala, pega um copinho descartável, toma o café e, quando está prestes a sair:
― Vera, por acaso eu meto medo em alguém ou sou perigoso?
― O que? Você Felipe? Ah, essa é boa. ― e sai rindo. Ele volta a olhar o rapaz que está na poltrona da frente.
― Não é medo, é, sei lá, parece que você vai...
― Te atacar? Te morder?
― É!
― Eu não sou canibal! Aliás, parece que é você que vai me comer com os olhos. Ou você realmente acha que eu não notei que você fica me olhando o dia todo?
― É que...
― É que você tem medo do que eu provoco em você, é isso, simples assim.
Silêncio. Dessa vez é um silêncio de consentimento que sai da boca aberta e sem palavras do oriental.
― Não meu, que nada.
― Então por que esse silêncio?
― Por...por nada, oras.
― Você não precisa ter medo de mim, eu nunca vou fazer qualquer coisa contra você sem o teu consentimento.
Pausa, um homem entra, pega um saquinho de chá, coloca na caneca que trouxe na mão e a enche de água quente e sai.
― Já sei, hoje você vai tomar uma cerveja comigo num barzinho que eu conheço. É aqui perto, aposto que você vai gostar. Ah, e não adianta fugir. ― levanta e sai.
Quando o expediente acabou, os dois foram para o tal barzinho. O clima já estava menos tenso, já riam e conversavam quase normalmente.
―Vamos lá em casa, tenho umas músicas e uns filmes que você vai gostar.
O japonês emudeceu.
― É... ãh...é que...
― “É que” nada! Vamos lá. Eu já disse, não precisa ter medo de mim.
― Tá bom então, mas rapidinho...
― Certo.
Chegaram ao apartamento. Quarto sala e cozinha, mas bem ajeitado. O dono do imóvel liga o computador, tira gravata, paletó, os sapatos e meias e abre alguns botões da camisa, deixando aparecer a regata que usa por baixo e um pouco do peio.
― Sinta-se à vontade!
― Não precisa, vai ser rápido...
― Vem, senta, tira o sapato ― puxa ele pela mão e o coloca no sofá, com a maior naturalidade e até uma certa leveza nisso.
O rapaz acaba cedendo e tira o paletó, gravata e sapatos e desabotoa só o primeiro botão da camisa para não morrer enforcado.
Depois de uma longa conversa, uma lata e meia de cerveja para cada e algumas risadas, os dois estão jogando UNO, só de regata e calça. O jogo termina e o assunto também, os dois ficam parados olhando para o monte de cartas coloridas na mesa de centro.
― Eu vou pegar mais uma latinha, você quer?
― Eu ainda... pode pegar, essa já esquentou.
Quando volta, Felipe percebe que Augusto nem se mexeu, a não ser quando ele entrou na sala. Ele o encarava, pegou a cerveja, agradeceu, abriu, tomou um gole, tudo sem tirar os olhos dele.
― Mas então, que nome é esse? Quer dizer, eu não imaginaria, se não te conhecesse, que seu nome é Augusto. Não parece com um nome comum para um descendente de japonês.
― É a minha mãe que é descendente, meu pai não, e era o nome do meu avô e tal...
― Ah, sim...
― Posso te perguntar uma coisa?
― Pode, claro!
― Como é?
― Como é o que?
― Ah, você sabe... pegar outro cara. ― suas bochechas coram e ele finalmente perde o foco da sua atenção.
― Uau... ãh, bom é...normal. Por quê?
― Não, nada não, só curiosidade mesmo.
― Ah, sei. Sabe de uma coisa, eu acho que você tem vontade de tentar.
― O que? Eu? Não... não!
― Então por que você me olha tanto com esse olhar de quem tenta seduzir outra pessoa? Não acho que você tenha vontade de ficar com caras...
― E eu não tenho.
―... você é mais específico.
― Como assim?
― Você não quer ficar com um cara qualquer, você que ficar comigo. Você não tem curiosidade de beijar outros homens, você tem curiosidade de mim!
― Não meu, eu gosto de mulher, só de mulher!
― Como você sabe?
― Sabendo.
― Já experimentou?
― Não!
― Então como você pode ter tanta certeza? Além do mais, por que você estaria aqui sendo que você “tinha o que fazer”?
As perguntas ficam sem resposta.
― Do que você tem medo? De gostar?
― Eu... você...
― Eu o que? Fala!
― Você tá... você tá certo.
― Então! Do que você tem medo? Diz!
― De gostar, eu acho.
― Você só vai saber se tentar.
Os dois ficam em silêncio. Augusto olha para os lados, procurando algo para se refugiar, mas não encontra nada e acaba por olhar para os olhos de Felipe que estão grudados nele.
― Eu não quero ficar com um cara...
― Você acabou de dizer...
―... eu quero ficar com você!
Quem busca refugio agora é Felipe, mas também não encontra. Os dois ficam se olhando por alguns minutos e, de repente, se levantam, cada um de um lado da mesinha de centro, e se beijam de um jeito voraz. Felipe vai para o lado de Augusto e os dois caem no sofá, tiram as regatas e ali ficam.
No dia seguinte, Augusto acorda, pega suas coisas, escreve um bilhete, que deixa ao lado de Felipe, e sai.
Ao acordar, Felipe vê um papel colado na testa, o puxa e lê.
“Valeu pela noite! A gente pode continuar se encontrando fora do trabalho se você quiser, só não conta pra ninguém lá da firma, beleza? Umabraço beijo, Augusto”
Um leve sorriso brota no canto dos lábios de Felipe, o peso da mão faz com que ela caia sem soltar o bilhete e ele ri, de leve, sem malicia, de, quem sabe, alegria.
― Por que quando eu falo com você, você fica tímido e responde qualquer coisa?
― Ah meu, sei lá!
― Viu? É sempre isso. E quando eu tento te abraçar então? Até hoje é um mistério pra mim como eu consegui aquele abraço na festa de Natal do pessoal. Parece que você tem medo de mim.
― É que, sei lá meu, você meio que... me assusta.
― Sério? Por quê?
Silêncio. Uma mulher entra na sala, pega um copinho descartável, toma o café e, quando está prestes a sair:
― Vera, por acaso eu meto medo em alguém ou sou perigoso?
― O que? Você Felipe? Ah, essa é boa. ― e sai rindo. Ele volta a olhar o rapaz que está na poltrona da frente.
― Não é medo, é, sei lá, parece que você vai...
― Te atacar? Te morder?
― É!
― Eu não sou canibal! Aliás, parece que é você que vai me comer com os olhos. Ou você realmente acha que eu não notei que você fica me olhando o dia todo?
― É que...
― É que você tem medo do que eu provoco em você, é isso, simples assim.
Silêncio. Dessa vez é um silêncio de consentimento que sai da boca aberta e sem palavras do oriental.
― Não meu, que nada.
― Então por que esse silêncio?
― Por...por nada, oras.
― Você não precisa ter medo de mim, eu nunca vou fazer qualquer coisa contra você sem o teu consentimento.
Pausa, um homem entra, pega um saquinho de chá, coloca na caneca que trouxe na mão e a enche de água quente e sai.
― Já sei, hoje você vai tomar uma cerveja comigo num barzinho que eu conheço. É aqui perto, aposto que você vai gostar. Ah, e não adianta fugir. ― levanta e sai.
Quando o expediente acabou, os dois foram para o tal barzinho. O clima já estava menos tenso, já riam e conversavam quase normalmente.
―Vamos lá em casa, tenho umas músicas e uns filmes que você vai gostar.
O japonês emudeceu.
― É... ãh...é que...
― “É que” nada! Vamos lá. Eu já disse, não precisa ter medo de mim.
― Tá bom então, mas rapidinho...
― Certo.
Chegaram ao apartamento. Quarto sala e cozinha, mas bem ajeitado. O dono do imóvel liga o computador, tira gravata, paletó, os sapatos e meias e abre alguns botões da camisa, deixando aparecer a regata que usa por baixo e um pouco do peio.
― Sinta-se à vontade!
― Não precisa, vai ser rápido...
― Vem, senta, tira o sapato ― puxa ele pela mão e o coloca no sofá, com a maior naturalidade e até uma certa leveza nisso.
O rapaz acaba cedendo e tira o paletó, gravata e sapatos e desabotoa só o primeiro botão da camisa para não morrer enforcado.
Depois de uma longa conversa, uma lata e meia de cerveja para cada e algumas risadas, os dois estão jogando UNO, só de regata e calça. O jogo termina e o assunto também, os dois ficam parados olhando para o monte de cartas coloridas na mesa de centro.
― Eu vou pegar mais uma latinha, você quer?
― Eu ainda... pode pegar, essa já esquentou.
Quando volta, Felipe percebe que Augusto nem se mexeu, a não ser quando ele entrou na sala. Ele o encarava, pegou a cerveja, agradeceu, abriu, tomou um gole, tudo sem tirar os olhos dele.
― Mas então, que nome é esse? Quer dizer, eu não imaginaria, se não te conhecesse, que seu nome é Augusto. Não parece com um nome comum para um descendente de japonês.
― É a minha mãe que é descendente, meu pai não, e era o nome do meu avô e tal...
― Ah, sim...
― Posso te perguntar uma coisa?
― Pode, claro!
― Como é?
― Como é o que?
― Ah, você sabe... pegar outro cara. ― suas bochechas coram e ele finalmente perde o foco da sua atenção.
― Uau... ãh, bom é...normal. Por quê?
― Não, nada não, só curiosidade mesmo.
― Ah, sei. Sabe de uma coisa, eu acho que você tem vontade de tentar.
― O que? Eu? Não... não!
― Então por que você me olha tanto com esse olhar de quem tenta seduzir outra pessoa? Não acho que você tenha vontade de ficar com caras...
― E eu não tenho.
―... você é mais específico.
― Como assim?
― Você não quer ficar com um cara qualquer, você que ficar comigo. Você não tem curiosidade de beijar outros homens, você tem curiosidade de mim!
― Não meu, eu gosto de mulher, só de mulher!
― Como você sabe?
― Sabendo.
― Já experimentou?
― Não!
― Então como você pode ter tanta certeza? Além do mais, por que você estaria aqui sendo que você “tinha o que fazer”?
As perguntas ficam sem resposta.
― Do que você tem medo? De gostar?
― Eu... você...
― Eu o que? Fala!
― Você tá... você tá certo.
― Então! Do que você tem medo? Diz!
― De gostar, eu acho.
― Você só vai saber se tentar.
Os dois ficam em silêncio. Augusto olha para os lados, procurando algo para se refugiar, mas não encontra nada e acaba por olhar para os olhos de Felipe que estão grudados nele.
― Eu não quero ficar com um cara...
― Você acabou de dizer...
―... eu quero ficar com você!
Quem busca refugio agora é Felipe, mas também não encontra. Os dois ficam se olhando por alguns minutos e, de repente, se levantam, cada um de um lado da mesinha de centro, e se beijam de um jeito voraz. Felipe vai para o lado de Augusto e os dois caem no sofá, tiram as regatas e ali ficam.
No dia seguinte, Augusto acorda, pega suas coisas, escreve um bilhete, que deixa ao lado de Felipe, e sai.
Ao acordar, Felipe vê um papel colado na testa, o puxa e lê.
“Valeu pela noite! A gente pode continuar se encontrando fora do trabalho se você quiser, só não conta pra ninguém lá da firma, beleza? Um
Um leve sorriso brota no canto dos lábios de Felipe, o peso da mão faz com que ela caia sem soltar o bilhete e ele ri, de leve, sem malicia, de, quem sabe, alegria.
Manchas de Caneta
adaptado da realidade,
conto,
Final Sonhado,
talvez amor,
VC
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Amanhã ou Depois
Não me arrependo, pelo contrário, se tenho que me arrepender de algo é de não ter feito antes. Mas eu estive pensando, o que vai acontecer daqui pra frente? E se eu quiser variar? E se ele quiser variar?
Como eu sou precoce, só ficamos uma vez e eu aqui, criando mil problemas. Talvez seja por isso que eu nunca tenha namorado nem tido um relacionamento sério. Eu não sei o que eu quero, aliás, sei, quero um amigo com privilégios, mas nada que me prenda ou me deixe culpado caso eu queira ficar com outra pessoa. Não quero um relacionamento amoroso, quero um relacionamento, que é diferente. Nada de sentimentos profundos, cartinhas e declarações. O único sentimento que nutriríamos um pelo outro seria a amizade e o respeito, pelo menos por enquanto.
Não quero nada sério para evitar traumas futuros, do tipo que você não suporta sequer ver a cara da pessoa.
Posso parecer frio e sem sentimentos, mas a verdade é que eu não estou pronto nem com vontade de me juntar a alguém, principalmente agora. Se bem que, como eu ando ultimamente, pode ser que amanhã ou depois eu já não pense assim, mas isso é amanhã ou depois.
E não, isso não é ressaca moral!
Manchas de Caneta
Devaneios,
Ideias,
Introspectando,
Pensamentos
domingo, 9 de janeiro de 2011
Eu Quero Alguém/ Que Use Calça ou Saia.
O que eu quero não é um amor, mas também não é um casinho, sexo. Eu quero, sei lá, alguém, quero me sentir amado. Já cansei de amar, por assim dizer, e não ser amado em troca. Cansei disso. Se alguém me amou ou gostou mesmo de mim, não foi homem ou mulher o suficiente pra dizer ou demonstrar. Concordo que eu também não sou nenhum lago limpinho, facilmente desvendável, sei que não demonstro muito bem o que sinto, sei que tenho minha parcela de culpa nisso, mas eu sempre fui assim. eu, muitas vezes não demonstro nada, aos olhos da pessoa, porque tenho medo de me arriscar, de parecer grudento e levar um fora, sei lá.
Por isso decidi que o que eu quero não é uma namorada ou namorado, eu quero uma pessoa que esteja comigo, que me apóie, me de carinho. Como a personagem de "Divã" diria, talvez "não quero um amor, quero algo melhor". Eu quero, agora falando por mim, um amigo ou amiga, tanto faz, com algo a mais, mas sem paixão, paixão é inútil no meu caso, causa muito problema, intriga, ciúme, e isso eu não quero. quero alguém pra me acompanhar nas minhas idas á Paulista, ao TUSP, á qualquer lugar, mesmo que seja o meu quarto, pra ficar vendo um filme ou olhando pro teto e conversando. Mas não quero namorar, não quero compromisso, eu só quero alguém.
Quero namorar sem o título, sem o cargo de namorado, que deve pesar muito. Quero algo entre o namoro e a amizade, sério, mas não tanto. Quero um namoro chatinho, caretinha, legalzinho, mas não um namoro propriamente dito.
Que Nix, Posidon, Afrodite e a Lua abençoem tudo isso e me protejam.
Por isso decidi que o que eu quero não é uma namorada ou namorado, eu quero uma pessoa que esteja comigo, que me apóie, me de carinho. Como a personagem de "Divã" diria, talvez "não quero um amor, quero algo melhor". Eu quero, agora falando por mim, um amigo ou amiga, tanto faz, com algo a mais, mas sem paixão, paixão é inútil no meu caso, causa muito problema, intriga, ciúme, e isso eu não quero. quero alguém pra me acompanhar nas minhas idas á Paulista, ao TUSP, á qualquer lugar, mesmo que seja o meu quarto, pra ficar vendo um filme ou olhando pro teto e conversando. Mas não quero namorar, não quero compromisso, eu só quero alguém.
Quero namorar sem o título, sem o cargo de namorado, que deve pesar muito. Quero algo entre o namoro e a amizade, sério, mas não tanto. Quero um namoro chatinho, caretinha, legalzinho, mas não um namoro propriamente dito.
Que Nix, Posidon, Afrodite e a Lua abençoem tudo isso e me protejam.
Manchas de Caneta
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Balanço Anual
Em 2010, deixo a escola, o técnico, ideias, paixões, viagens e um avô.
Em 2011 quero ideias novas, paixões novas, viagens novas, festas novas, tudo novo.
Quero estudos, arte, alegrias, cursos.
Não abandono por completo as ideias de 2010, não todas, algumas, apenas modifico.
Em 2011, vou procurar realizar as coisas por mim mesmo, sem muita dependência.
Vou, em 2011, me dedicar ao que me propor a fazer, para fazer direito.
Em 2011 vou trabalhar, vou conseguir dinheiro para realizar meus sonhos que ele paga.
Em 2011, peço o apoio e a proteção de todos os deuses, peço que me dêem força, sabedoria, alegrias e tudo mais.
É isso que espero desse ano que chega daqui a algumas horas.
Gabriel Rosa
Manchas de Caneta
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Ano Novo,
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Analisando um Show de Punk (escrito dia 11/12)
Uma grande massa de pessoas vestindo preto, uma massa gritando o que um cara grita no palco simultaneamente, muito barulho, um som praticamente ensurdecedor que se torna impossível ouvir os próprios pensamentos. Solos de guitarra, uma japa no baixo, uma cara com cara de poucos amigos, um outro com nome de pasta de dentes, e outro com nome de urso australiano. O mais comum é o cara da bateria, que nem aparece, coitado. Agora todos batem palma dando um ritmo diferente pra música toda no palco. Tudo isso ao mesmo tempo que vários técnicos estão preocupados com câmeras, luz, som, correndo de um lado para o outro.
Isso é um show de Punk Rock, um show de um DVD de despedida de uma banda, que vai deixar saudade em quem curte, o que não é meu caso, visto que eu nunca tinha ouvido falar nela. Enfim, esse é o show da Street Pitbull.
Isso é um show de Punk Rock, um show de um DVD de despedida de uma banda, que vai deixar saudade em quem curte, o que não é meu caso, visto que eu nunca tinha ouvido falar nela. Enfim, esse é o show da Street Pitbull.
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